
A cor, o amor, a religião e a política não se discutem! Certo?! Errado! Esse é um terrível e perigoso equívoco. Tudo bem com relação às cores da sua roupa, da sua casa ou do seu time de futebol. Cada qual que faça bom proveito de suas preferências. No amor todos hão de convir que ganhamos muito mais praticando-o que discutindo-o. Na religião podemos e devemos seguir o mesmo caminho já que, salvo ignorância minha, todos os credos pregam o amor ao próximo. Os únicos cuidados são com relação ao fanatismo e ao desrespeito por outras concepções. Afora isso é perfeitamente possível cada um viver sua fé em paz e harmonia com seus semelhantes.
Bem, finalmente chegamos na Política. Aqui as coisas se complicam. Agora já não dá para separar o individual do coletivo. SUA escolha pessoal, de algum modo, vai influir na MINHA vida e na vida de OUTRAS pessoas. É claro que em uma Democracia legítima, cada indivíduo pode ter suas convicções ideológicas e partidárias. Mais ainda. Uma Democracia legítima deve ser o reflexo das convicções, necessidades e aspirações verdadeiras da maioria de um Povo. Vale enfatizarmos. Uma Democracia LEGÍTIMA deve refletir as convicções, necessidades e aspirações VERDADEIRAS de uma maioria. Qualquer outra interpretação ou definição de Democracia é pura falácia. Qualquer tentativa de dar maior importância à Economia que à Democracia só pode ser estupidez total ou a mais pura má fé.
Essa inversão absurda de valores jamais trará paz e progresso efetivos ao Mundo. Infelizmente, parece que é nessa direção que estamos caminhando. A individualização promovida pelo Capitalismo Selvagem nos afasta cada vez mais do exercício consciente do direito de votar e da responsabilidade social do voto. É de causar espanto o número crescente de pessoas bem informadas e que deveriam dar exemplos de cidadania e amor próprio, deixando-se levar por intimidações espúrias e tendenciosas. É lamentável a insistência de ameaças externas contra uma eventual vitória da esquerda no Brasil. Alegam que isso seria prejudicial para a imagem do País e abalaria a confiança da comunidade econômica internacional.
É óbvio que essa comunidade econômica internacional está habituada a um governo fraco e subserviente, constantemente pedindo esmolas de joelhos e vendendo a preço de banana tudo o que foi construído com o suor do Povo. Não quero aqui defender esta ou aquela candidatura. Mas é inaceitável uma ingerência externa dessa ordem. É absurdo que um Brasileiro vote pensando na conveniência ou nos interesses de uma comunidade econômica internacional que nunca se lixou para o bem estar social e o progresso do Brasil.
Sim, eu sei que vivemos em uma econo.
autor desconhecido
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