
Li em uma pequena citação de um livro com orações para santificação dos padres que tinha uma frase de Santa Teresa de Lisieux, carta de outubro de 1890: “É sempre a mesma coisa que tenho para te dizer. Ah! Rezemos pelos padres, cada dia mostra como os amigos de Jesus são raros”. E dizia também a importância de sacrifícios e penitências pelos mesmos.
Hoje a realidade seria muito mais preocupante ainda para Santa Teresa de Lisieux, com a crescente secularização de uma mentalidade que acolheu o Vaticano II onde a função sacerdotal do padre da Igreja Católica ficou seriamente comprometida.
Pio XI, no Divini Redemptoris, dizia:“não é verdade que na sociedade civil todos temos direitos iguais, e que [não] exista uma hierarquia legitima”; mas esta mesma mentalidade condenada pelo antigo Papa é colocada infelizmente na função do padre conciliar no maior ato da fé católica, a Missa, como in persona Ecclesiae e não in persona Christi, como coloca corretamente o dogmático concílio de Trento. Portanto hoje é a “comunidade” que representa o mesmo contexto igualitário acima que predomina da vida do sacerdote católico.
Por isso que o padre atual retira a batina preta, símbolo da morte ao mundo e consagração de uma nova vida, sendo diferente dos demais por ser um sacerdote consagrado a Deus e seu culto, para querer ficar na igualdade dos demais laicos (ou leigos como é conhecido aqui no Brasil) até visivelmente. Deste modo, como um grande símbolo do desprezo da identidade de padre, por exemplo, é representado pelo Padre Fábio de Mello que diz publicamente não gostar de ser reconhecido, preferindo assim trocar a batina por camisas da moda e calças apertadas.
No contexto conciliar que demonstra esta mesma rebeldia do padre acima, a pastoral conciliar igualitária é também da mesma forma: bem laica, liberal, moderna, democrática, anticlerical, e , sem vergonha alguma, demonstra assim sua verdadeira face com movimentos de “reivindicações católicas” a exigir do Papa seus “direitos” .
Pior que existe ainda a protestante doutrina que influência a Nova Missa, o iluminismo (que no testamento do Papa João Paulo II é mencionado) no Vaticano II e outros perigos à fé. A Missa Nova, que perde a sua identidade também como uma simples ceia protestante, faz começar já um novo fenômeno de saidas de católicos, 1% ao ano, para as seitas ou para a total descrença.
Mas os padres também estão em semelhante situação de apostasia, apontada em pesquisa da revista “Isto É”: no Brasil, 1,7 mil padres – 10% do total – tem má conduta sexual contra mulheres e até crianças. A mesma pesquisa diz que 50% dos padres não são fiéis a Igreja e/ou ao Papa em matéria de castidade. Mais de 200 padres foram colocados em clinicas psicológicas da própria instituição.
São frutos de doutrinas condenadas e rebeldes que levam os padres a não conseguir segurar os fiéis na Igreja por também estarem no mesmo estado horrível de fé.
Na Europa, onde houve grandes padres santos, como São J. Maria Vianney, patrono dos padres e dos párocos, vive-se também uma apostasia particular; mas que tentam abafar, somente dizendo que a “falta de vocações” é “somente” por causa do envelhecimento dos padres, isto é, de um clero que não se renova...
Aqui na minha arquidiocese maceioense, com vários rapazes dóceis ao chamado a Cristo que conheci bastante, mas que sabem de alguns fatos, como o mau exemplo existencial de vários casos de padres rebeldes que vivem ainda a função sacerdotal e que já tiveram namoradas ou ainda tem – conheço alguns pessoalmente. Padre até que tentou abusar de um seminarista do seminário de Maceió que foi repreendido pelo reitor da época. Resultado: o Arcebispo levou o reitor, homem sério e estrangeiro que nasceu na Argentina, à sua pátria de origem... O outro padre, que tentou uma relação homossexual com o seminarista, ainda é visto com sua batina pelas ruas de Maceió. Outro caso daqui, mais recente, aconteceu com um padre que foi denunciado por colocar meninos, que sempre existem interessados na função do altar, para assistir filmes pornográficos, em casa paroquial.
Onde eu era vocacionado na Ordem de São Francisco, vi pessoalmente o mau exemplo daqueles padres que não rezavam e quase não usavam o habito de São Francisco. Os encontros eram somente brincadeira, piadinhas imorais etc.
É necessário, como pede Santa Teresa de Lisieux acima, rezar muito pela santificação dos sacerdotes, ainda mais com as brechas de aceitação de homossexuais nos seminários que ficam 3 anos sem pecar para depois ser aceito definitivamente por parte de um programa em que faz parte também os psicólogos. Infelizmente Bento XVI não foi intolerante acima neste assunto.
Rezar pelos padres também que deixaram - como publicamente todos sabem, do caso do padre Dalcides - o sacerdócio por conta deste vazio de uma crise existencial dos padres conciliares de hoje que mais que nunca são rebeldes ao Papa.
Eu termino com esta citação de outra santa, Edwiges: “Ela devia sofrer muito a prever os males que se iram abater sobre sua família. E deve ter sofrido muito quando previu a apostasia de um de seus netos que chamava Frederico, filho de sua filha Sofia. Frederico tinha entrado para o convento dos frades franciscanos e tinha sido ordenado padre. Edwiges, que era muito devota e devotada aos franciscanos, chorou muito essa deserção. Um dia ela falou a sua nora Ana e a Gotlinda, sua amiga: "tenho uma compaixão imensa de minha filha Sofia. Eis que seu filho está no caminho da apostasia. Vai deixar a Ordem e o Sacerdócio'. Aquele coitado realmente depois de dez anos abandonou tudo”.
Logo, com esta citação acima, é bom refletir o perigo que os padres conciliares passam hoje em dia e rezar bastante por eles nestes tempos conciliares que só levam à rebeldia e apostasia.
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