terça-feira, 31 de outubro de 2006

Ansiedade, vença este obstáculo


Entender como funciona e aprender a controlar a ansiedade é uma maneira eficiente de garantir que nenhuma reação do corpo se transforme em empecilho para o sucesso profissional

TEXTO: JANETE TIR

Suor excessivo, um frio que corre a coluna vertebral, um vazio no estômago, coração disparado e a vontade imensa de fugir. Quem já não experimentou uma sensação assim antes de uma prova, de uma entrevista de emprego ou de um outro assunto importante? Tudo isso tem um nome: ansiedade. Ela é uma reação do corpo em resposta à expectativa de algum perigo indeterminado, em que a pessoa se julga indefesa. Portanto, é um comportamento normal de qualquer ser humano quando se vê ameaçado ou provocado.

Segundo os estudiosos, esta reação era extremamente útil no tempo em que o homem vivia em cavernas, pois quando algum perigo era iminente o corpo se preparava para enfrentá-lo ou, então, correr dos agressores. Era o tipo de atitude que ajudava a preservar a vida.

Hoje, a ansiedade não está muito longe do que sentiam nossos ancestrais, porém, por motivos diferentes. Se antes era preciso escapar de animais ferozes, nos dias atuais a vontade é dar um basta na tensão do dia-a-dia, nas cobranças profissionais - muitas vezes exageradas - e até na pressão social e familiar. Quem não consegue suportar esta carga estressante ou já tem uma predisposição ao problema sofre muito mais.


A MATEMÁTICA DA ANSIEDADE

De acordo com o psiquiatra inglês Robert Priest, o corpo reage de maneiras diferentes a ansiedade. Para ilustrar a matemática desse mal, ele colocou em porcentagens os sintomas físicos sentidos por pacientes ansiosos. Confira:

75% têm palpitação, incluindo aceleração cardíaca e problemas respiratórios;

68% sofrem de insônia, englobando dificuldades para dormir, acordar no meio da noite e pesadelos;

60%têm tremedeira nas mãos, joelhos e nó no estômago;

47% têm sudorese nas palmas das mãos, testa, pés e axilas;

43% sentem tensão, dor de cabeça, no peito, pescoço, ombros e costas.


OS MALES DO SÉCULO
E é nesse turbilhão de sentimentos, ações e reações que a ansiedade passou a fazer parte das chamadas "doenças modernas", junto com depressão, fobias, anorexia, bulimia e alguns outros transtornos da mente. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de indivíduos com estes sintomas está crescendo assustadoramente nos grandes centros. Já são 450 milhões no mundo, somando 12,3% das causas de enfermidades graves. E não pára por aí, a estimativa da OMS é de que até 2020 este número atinja a marca de 562 milhões.

ENTENDA O PROBLEMA
A ansiedade é uma sensação muito forte de excitação do sistema nervoso central. Freqüentemente se confunde com o medo. Quando passa dos limites, a pessoa começa a se sentir mal fisicamente e tem sintomas como taquicardia, sudorese, tensão muscular, dor de cabeça e desarranjos intestinais.

Às vezes, é só ter consciência da situação para resolver a questão. No entanto, outros precisam de medicamentos para acalmar a mente e controlar a ansiedade", diz Isaac Efraim, psiquiatra, consultor comportamental e especialista no tratamento da ansiedade (www.ansiedade.com.br).

Uma maneira simples para controlar uma crise, explica Efraim, "é uma respiração compassada como aquelas ensinadas pela prática da ioga". Essa técnica coordena o sistema respirató rio com o corpo físico, relaxa os músculos e a mente, estimula a circulação sangüínea e aumenta a oxigenação dos tecidos de todo o organismo. En fim, a pessoa começa a ver o momento em que se encontra de uma outra forma, com muito mais calma.

O CORPO FALA
Esta excitação toda acontece porque há uma descarga muito grande no organismo de noradrenalina, um neurotransmissor que pode desencadear, em certos casos, estados ansiosos, que hoje representam a perda do emprego, do poder econômico, do conforto ou de amizades. Quando há um descontrole emocional, a simples menção de situações inesperadas já produz toda a química necessária para o transtorno.

Para o psiquiatra, a principal característica psíquica do estado ansioso é uma aceleração do pensamento. É como se ele estivesse sempre elaborando um plano para se livrar do perigo e também ter tudo sob controle. Isso ocasiona uma confusão mental que aumenta bastante esse comportamento. Normalmente, as pessoas com problemas de auto confiança são bem mais vulneráveis e padecem muito com o distúrbio.


Às vezes, a ansiedade é desencadeada por eventos traumáticos, como uma doença, perda de uma pessoa querida ou experiências estressantes ao longo da vida. Mas também existem outras razões, tais como distúrbios de tireóide ou doenças cardíacas.

A IMPORTÂNCIA DE SABER VIVER
No Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris, estão em destaque algumas regras de vida escritas pelo pensador russo Georges Ivanovich Gurdjieff (1872 -1949). Os estudiosos do comportamento humano apontam os princípios do bem viver:

 Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo.

 Aprenda a dizer não. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.

 Planeje seu dia, mas deixe espaço para o improviso, pois nem tudo depende de você.

 Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.

 Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem sua atuação.

 Não seja responsável pelo prazer de todos.

 Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.

 Diferencie problemas reais daqueles imaginários e elimine-os.

 Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem achar que isso é o máximo a se conseguir na vida.

 Evite se envolver com a ansiedade e a tensão alheias.

 Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso.

 É preciso ter sempre alguém em quem se possa confiar e falar abertamente.

 Não queira saber se falaram mal de você; escute o que falaram de bom, com uma certa reserva analítica.

 Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo... para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.

 A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.

 Uma hora de intenso prazer substitui com folga três horas de sono perdido.

 Não esqueça nem abandone suas três grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé.


A COMPOSIÇÃO DA ANSIEDADE
O psiquiatra Robert Priest, da Universidade de Londres, em uma de suas palestras, revelou os resultados dos seus estudos: "a ansiedade é geralmente composta de cerca de 65% de medo e o restante de partes iguais de raiva e de culpa". Quando pensamos em emprego, família, saúde, dificuldades financeiras e envelhecimento, geralmente há ansiedade.

Quando tudo parece que vai desabar ao nosso redor, ela se instala. E pode desaguar, se não controlada ou tratada, em transtornos mais profundos como fobias (medo de altura, de dirigir, de lugares fechados, de estranhos etc.), síndrome de pânico e transtornos obsessivos compulsivos, o TOC


Quando tudo parece que vai desabar ao nosso redor, ela se instala. E pode desaguar, se não controlada ou tratada, em transtornos mais profundos como fobias (medo de altura, de dirigir, de lugares fechados, de estranhos etc.), síndrome de pânico e transtornos obsessivos compulsivos, o TOC

ALÍVIO IMEDIATO
Sugestões apresentadas pelo psiquiatra Robert Priest, da Universidade de Londres, para aliviar a ansiedade:

DESCANSE. Estabeleça um período para interromper sua rotina diária.

MANTENHA-SE OCUPADA. Procure um hobby para manter os seus pensamentos ocupados.

EXERCITE-SE. Caminhe, corra, nade ou ande de bicicleta. Isso ajuda a clarear os pensamentos e propicia aptidão física.

CONVERSE COM AMIGOS. Discuta seus problemas e incertezas. Tente falar sobre suas emoções e entendê-las.

PROCURE EXPERIÊNCIAS POSITIVAS. Leia um livro, veja um filme, ouça música e saia para fazer compras.

COMA REGULARMENTE. Mantenha uma dieta saudável para ter mais energia.

FAÇA UM DIÁRIO. Escreva os problemas que você percebe e como os sente no momento. Mais tarde releia-os.

RELAXE. Marque em sua agenda um tempo para acalmar a mente e o corpo. Pode ser simplesmente uma meditação

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

"As coisas não mudam. Nós mudamos."

A frase acima é de Henry David Thoreau. O texto, abaixo, de Aldo Novak


Talvez o mundo mude amanhã. Mas isso não é provável. As mudanças no mundo são lentas, apesar de toda a corrida que alguns de nós enfrentamos todos os dias.

Ainda assim, seu mundo pode mudar de modo impressionante, nas próximas 24 horas. Na verdade, pode mudar na próxima hora. Porque tudo o que você está vendo, sentindo e tudo ao que você está reagindo, o faz porque existe um mundo real e um mundo "filtrado".

A forma como vemos o mundo é chamada de "paradigma", palavra grega que foi "reapresentada" ao mundo científico por Thomas Kuhn em seu livro "A Estrutura das Revoluções Científicas" (1), que mostrou que todas as grandes revoluções aconteceram devido a mundanças na forma de ver o mundo, na ruptura com o modo como estávamos olhando para o universo. A ciência não mundou, depois de Kuhn, nós mudamos.

Essa é a parte curiosa. Todos nós filtramos o universo de acordo com nossas próprias expectativas, crenças e princípios de vida. Por isso, uma mesma cena pode comover uma pessoa e não causar absolutamente nada em outra. Cada uma delas teve uma diferente reação àquilo que viu com um filtro mental diferente.

Stephen R. Covey, conta uma história que viveu no metrô de Nova York. Veja o que quero dizer:

"Eu me recordo de uma mudança de paradigma que me aconteceu em uma manhã de domingo, no metrô de Nova York. As pessoas estavam calmamente sentadas, lendo jornais, divagando, descansando com os olhos semicerrados. Era uma cena calma, tranqüila.

Subitamente um homem entrou no vagão do metrô com os filhos. As crianças faziam algazarra e se comportavam mal, de modo que o clima mudou instantaneamente.

O homem sentou-se a meu lado e fechou os olhos, aparentemente ignorando a situação. As crianças corriam de um lado para o outro, atiravam coisas e chegavam até a puxar os jornais dos passageiros, incomodando a todos. Mesmo assim o homem a meu lado não fazia nada.

Ficou impossível evitar a irritação. Eu não conseguia acreditar que ele pudesse ser tão insensível a ponto de deixar que seus filhos incomodassem os outros daquele jeito sem tomar uma atitude. Dava para perceber facilmente que as demais pessoas estavam irritadas também. A certa altura, enquanto ainda conseguia manter a calma e o controle, virei para ele e disse: – Senhor, seus filhos estão perturbando muitas pessoas. Será que não poderia dar um jeito neles?

O homem olhou para mim, como se estivesse tomando consciência da situação naquele exato momento, e disse calmamente:

– Sim, creio que o senhor tem razão. Acho que deveria fazer alguma coisa. Acabamos de sair do hospital, onde a mãe deles morreu há uma hora. Eu não sei o que pensar, e parece que eles também não conseguem lidar com isso.

Podem imaginar o que senti naquele momento? Meu paradigma mudou. De repente, eu vi as coisas de um modo diferente, e como eu estava vendo as coisas de outro modo, eu pensava, sentia e agia de um jeito diferente. Minha irritação desapareceu. Não precisava mais controlar minha atitude ou meu comportamento, meu coração ficou inundado com o sofrimento daquele homem. Os sentimentos de compaixão e solidariedade fluíram livremente.

O mundo não mudou, não é? Mas você mudou, ao ler o texto. Mudou de paradigma, e isso causou uma diferente reação em seu corpo. Você e eu nunca vemos a realidade total. Vemos apenas uma parcela dela, que selecionamos, em grande parte inconscientemente.

A única prisão real que você têm, está em cima dos seus ombros. E só você tem a chave mestra. Como afirmava Henry David Thoreau: " as coisas não mudam; nós mudamos".

Aldo Novak, autor do texto, é coach & conferencista.
Diretor da Academia Novak do Brasil (http://www.academianovak.com.br )

terça-feira, 17 de outubro de 2006

Ladrão de igreja é condenado a assistir à missa por um ano


Agência EFE


15:05 13/10

Um jovem da cidade de Ercilla, sul do Chile, foi condenado por um juiz a assistir à missa durante um ano, após roubar alguns bujões de gás vazios de um templo católico, informaram hoje fontes judiciais.
Claudio Araneda, de 18 anos, ainda terá que pintar a paróquia, segundo a sentença ditada nesta quarta-feira.

O pároco de Ercilla, Edgardo Solar, que conhece o rapaz, intercedeu por ele para que o juiz, em vez de mandá-lo para a prisão, o fizesse pagar por seu crime assistindo à missa por um ano e pintando a igreja de branco.

"É uma forma de lhe dizer que não se esqueça de Jesus. A Igreja existe para ajudar as pessoas a superar seus pecados", argumentou Solar.
Segundo o relatório policial, Claudio e dois amigos seus roubaram quatro bujões vazios de gás da paróquia em 13 de abril e os venderam depois, por 40 mil pesos (US$ 75 dólares).

No entanto, apenas Claudio foi condenado, já que seus dois cúmplices são menores de idade e o juiz lhes concedeu a liberdade.

No entanto, a pena imediatamente gerou críticas entre alguns teólogos que consideram que a fé não pode ser usada para condenar delitos. Mas, como o rapaz concordou com o castigo, o promotor do processo, Ricardo Traipe, afirmou que a condenação será cumprida.

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

Como entender as crianças!?


Desesperado, o chefe olha para o relógio e, já não acreditando que um funcionário chegaria a tempo de lhe dar uma informação importante para uma reunião que estava para começar, liga pro dito cujo:

- Alô! - atende uma vozinha de criança meio que em sussurro, falando baixinho.

- Alô. Seu papai está?

- Tá... - ainda sussurrando.

- Posso falar com ele?

- Não!

Meio sem graça, o chefe tenta falar com algum outro adulto:

- E sua mamãe? Está aí?

- Tá!

- Ela pode falar comigo?

- Não... Ela tá muito ocupada!

- Tem mais alguém aí?

- Tem!- sussurra.

- Quem?

- O poliça!

Um pouco surpreso, o chefe continua... - O que ele está fazendo aí?

- Ele tá conversando com o papai, com a mamãe e com o bombelo..

Ouvindo um grande barulho do outro lado da linha, o chefe pergunta assustado:

- Que barulho é esse?

- É o elicópito.

- Um helicóptero!!!?

- É... Pedilam plá ele tlazer uma equipe de busca, e ele tlôce!

- MEU DEUS!!!! O QUE ESTÁ ACONTECENDO AÍ!!? - o chefe pergunta já desesperado.

E a voz sussurra com um risinho safado:

- Eles tão me ploculando...!

A Sogra


Duas distintas senhoras encontram-se após um bom tempo sem se ver.
Uma pergunta à outra:
- Como vão seus dois filhos... A Rosa e o Francisco?
- Ah querida... a Rosa minha filha, casou-se muito bem. Tem um marido
maravilhoso. Acredita que ele levanta de madrugada para trocar as fraldas do
meu neto, faz o café da manhã, lava as louças e ajuda na faxina, só depois
então vai para o emprego.
Benza Deus aquele meu genro.
- Ah amiga... que ótimo! E o seu filho, o Francisco? Casou também?
- Casou sim, querida. Mas tadinho deu muito azar. Casou-se muito mal...
Acredita que ele tem que levantar de madrugada para trocar as fraldas do meu
neto, fazer o café da manhã, ainda tem que lavar a louça e ainda ajuda na
faxina. E depois de tudo isso ainda sai para trabalhar, para sustentar a
preguiçosa da minha nora - aquela porca!

Será que em nossas vidas não estamos nos comportando com sogras, pois
criamos regras distintas para pessoas diferentes, ou seja criamos regras
convenientemente com a situacao que queremos beneficiar, porque nao criar
uma regra geral qye valha para todas as pessoas indistintamente.
E nao como as verdades abaixoÇ

Quando o outro não faz é preguiçoso.
Quando você não faz ... está muito ocupado.

Quando o outro fala é intrigante.
Quando você o fala ... é crítica construtiva.

Quando o outro se decide a favor de um ponto, é "cabeça dura".
Quando você o faz... está sendo firme.

Quando o outro não cumprimenta, é mascarado.
Quando você passa sem cumprimentar ... é apenas distração.

Quando o outro fala de si mesmo, é egoísta.
Quando você fala ... é porque precisa desabafar.

Quando o outro se esforça para ser agradável, tem uma segunda intenção.
Quando você age assim ... é gentil.

Quando o outro encara os dois lados do problema, está sendo fraco.
Quando você o faz ... está sendo compreensivo.

Quando o outro faz alguma coisa sem ordem, está se excedendo.
Quando você faz ... é iniciativa.

Quando o outro progride, teve oportunidade.
Quando você progride ...é fruto do seu trabalho.

Quando o outro luta por seus direitos, é teimoso.
Quando você o faz ... é proa de caráter.

Pense nisso!

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

CIRCO, MUNDO DE FANTASIAS


Há pouco tempo, em Mirabela,
fui a um circo pobrezinho,
lona quase caindo aos pedaços,
um chão poeirento de fazer dó,
arquibancadas mais velhas que o vendedor de ingresso.
A trapezista e o equilibrista, coitados,
a gente não sabia se admirava ou tinha pena...
Parecia até a história do circo do Adauto Freire,
estória de um circo que acabou em Bocaiúva,
que ele contava com muita graça !

O circo, um acontecimento adorável,
quanta saudade renova na gente!
O que estava, em Mirabela, também era um circo!
Era um circo… E tinha palhaço!
E um palhaço, velho ou novo,
mesmo descalço como o daquele pobre circo,
em maravilhosos trejeitos,
representa um mundo de fantasias,
é acridoce poesia de sofrimento,
redesenho e halo de ilusão…

Um palhaço, sabendo ganhar
e com esportiva sabendo perder,
é o que mais representa o circo,
um pouco de tudo que deveríamos ser,
para nunca deixarmos de ser felizes...

Wanderlino Arruda